domingo, 10 de maio de 2009

Cap. 07: Dia das Mães

Hoje é dia das mães, apesar da mamãe ser mãe todo dia.
Hoje é o dia que toda mãe merece ser mimada e paparicada. Apesar que muitas mães tenham que trabalhar como todos os outros dias.
Todo ano economizo dinheiro do lanche durante o mês de maio para comprar algo para mamãe. Aí se o que quero dar ultrapassa o valor, papai paga o resto. Apesar que tenho impressão que o presente comprado é só simbolismo. O importante é o presente dado.
Presente comprado é aquele que adquirimos em minutos. Entramos na loja e apontamos. Alguém vem e o embrulha. Damos o dinheiro e nos dão o presente. Não importa o valor, o processo é o mesmo.
Já presente dado é aquele que exige tempo, dedicação e amor. É construído todos os dias e destacado no dia das mães. Cada mãe e filho tem uma relação e forma de demonstrar o sentimento diferente. Não importa o processo, o valor é o mesmo.
Eu sei que as vezes sou terrível. Nos dias que mamãe está brava ela diz em palavras isso para mim. As vezes fala apenas com os olhos. Os olhos das mães são incríveis. São como duas janelas que, quando abertas, transbordam de amor.
Nunca fui mãe e dificilmente serei um dia (apesar que a ciência é meio maluca). Mas imagino que o primeiro olhar que a mãe dá ao seu filho é repleto de amor. O que me faz ficar confuso quando vejo casos na TV sobre crianças órfãs.
Teve um dia, depois de passar a tarde vendo TV, perguntei para mamãe o que ela faria se ela e o papai perdessem o emprego. Ela disse que procurariam outro e no meio tempo dariam um jeito de sustentar a gente. Foi um alívio quando ela não citou a possibilidade de me abandonar. Porém não me dei por satisfeito e perguntei se ela me abandonaria caso a gente ficasse muito pobre ou se eu aprontasse demais. Ela então abriu aquele sorriso de mãe, que cura mais que mertiolate. Disse que independentemente do que acontecesse ela sempre me amaria. E como mamãe não mente, acreditei nela.
Será então que algumas mães fingem que não amam? Ou será que mesmo amando são obrigadas a fingir não amar? Eu sei que existem mães que se mostram indiferentes. Mas será que elas não amam, mesmo assim?
Acho que a única forma de não se amar alguém que veio de você é não amando a si mesmo.
Do mesmo jeito que acho que as vezes se tem tanto amor no coração, que amam filhos que não são de sangue, só de coração. Não é preciso ter filhos para ser, de fato, mãe.
Hoje, mais que nos outros dias, desejo que todos encontrem o amor de mãe em alguém.

Um comentário:

  1. Dudu, o amor de mãe é como a sua capacidade criativa. Não acaba nunca...

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Devaneie

 
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